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1744–1810

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Tomás Antônio Gonzaga

Ao templo do Destino fui levado: Sobre o altar num cofre se firmava, Em cujo seio cada qual buscava, Tremendo, anúncio do futuro estado.

Tiro um papel e leio — céu sagrado, Com quanta causa o coração pulsava! Este duro decreto escrito estava Com negra tinta pela mão do fado:

Adore Polidoro a bela Ormia, sem dela conseguir a recompensa, nem quebrar-lhe os grilhões a tirania. Dar mãos Amor mo arranca, e sem detença,

Três vezes o levando à boca ímpia, Jurou cumprir à risca a tal sentença.

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