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1744–1810

3

Tomás Antônio Gonzaga

Enganei-me, enganei-me — paciência! Acreditei às vezes, cri, Ormia, Que a tua singeleza igualaria A tua mais que angélica aparência.

Enganei-me, enganei-me — paciência! Ao menos conheci que não devia Pôr nas mãos de uma externa galhardia O prazer, o sossego e a inocência.

Enganei-me, cruel, com teu semblante, E nada me admiro de faltares, Que esse teu sexo nunca foi constante. Mas tu perdeste mais em me enganares:

Que tu não acharás um firme amante, E eu posso de traidoras ter milhares.

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