Casou-se com uma viúva
Um Fuão de tal Mattoso,
Que era um grandíssimo chuva,
Que era muito vicioso.
Na noite do casamento
Era só pr’a o garçom: “Abra!”
Bebeu mais do que um jumento,
Ou antes — do que uma cabra.
E quando foi para a alcova,
Não acertou com a porta,
Parecia uma pacova,
Ai! que olhos de cabra morta!...
E a pobre da noiva em pranto,
Vendo o marido sem tino,
De um canto para outro canto,
Como um badalo de sino,
Num ai! triste, que resume
Seu viver desiludido,
Diz-lhe: “Já vens com o costume
Do meu defunto marido!”