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1867–1909

VELHO CONTO

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Rita, mocinha faceira, Passeia com o namorado; E, descendo uma ladeira, Dá um tombo desastrado.

Que tombo! quase desmaia... E o noivo, que o tombo aterra, Vê cousas, por sob a saia, Mais do Céu do que da Terra.

Nem acode a levantá-la: Contempla, mira, remira, Fica tonto, perde a falia, Bate palmas e suspira.

Levanta-se ela sozinha... Vendo do moço a surpresa, Murmura, rindo, a Ritinha: “Viu a minha ligeireza?”

E ele logo: “Sim, senhora! Vi... mas sem que suspeitasse Que aquilo que vi de fora Também assim se chamasse...”

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