Rita, mocinha faceira,
Passeia com o namorado;
E, descendo uma ladeira,
Dá um tombo desastrado.
Que tombo! quase desmaia...
E o noivo, que o tombo aterra,
Vê cousas, por sob a saia,
Mais do Céu do que da Terra.
Nem acode a levantá-la:
Contempla, mira, remira,
Fica tonto, perde a falia,
Bate palmas e suspira.
Levanta-se ela sozinha...
Vendo do moço a surpresa,
Murmura, rindo, a Ritinha:
“Viu a minha ligeireza?”
E ele logo: “Sim, senhora!
Vi... mas sem que suspeitasse
Que aquilo que vi de fora
Também assim se chamasse...”