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1867–1909

VELHA ANEDOTA

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Às vezes (não é pagode!) Cheias as hospedarias, Sem achar camas vazias, Cada um dorme como pode...

Foi no Paraguai... Durante A campanha, um general Resigna-se a dormir mal; Vai dormir com o ajudante.

Dormem... como a guerra cansa! Que horror! que fadiga enorme! — E cada um dos dous dorme, Dorme como uma criança...

De manhã, salta contente O general ancião. E, cheio de admiração, Diz: “Que é isto, seu tenente?

“Veja só a minha espada! “Que bela, que rija, filho! “Nunca a vi com tanto brilho! “Nem tão pouco enferrujada!”

E o outro, perdendo a linha: “Perdão, S. general! “Não leve o que digo a mal... Porém... essa espada é a minha!”

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