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1867–1909

O SINAL

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Tinha uma pinta na coxa A mulher do Nicolau: Ela gorda, era uma trouxa, Ele magro — um varapau.

A mulher era de truz, O marido era um bocó; Por qualquer cousa, Jesus! Havia forrobodó.

A vizinhança tremia Quando a mulher se enfunava, O Nicolau se escondia, Ela saía... e pintava...

Um dia ficou sozinho Nicolau aos prantos e ais, Triste como um bacorinho... A mulher não voltou mais.

Pôs anúncios nas gazetas, Foi ao chefe de polícia, Ouviu mentiras e tretas, Mas ninguém lhe deu notícia.

Até que um sujeito mau, P’ra vê-lo ficar na tinta, Diz-lhe: “Vi-a, Nicolau: Conheci-a pela pinta.”

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