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1867–1909

NO TRIBUNAL

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Ao tribunal comparece Manoel Fera, malfeitor, Cuja vida se conhece, Negra e pejada de horror.

Ouve o libelo terrível, Sem sequer pestanejar: Logo depois, impassível, Diz que deseja falar.

— Fale, diz o presidente. “Eu declaro ao tribunal Que confirmo plenamente Toda a acusação formal.

Nada nego! não há meio: Assaltei, matei, roubei! Mas o meu crime mais feio É outro que só eu sei...”

Diz um jurado em voz alta: “Isto custa a acreditar! Diga: qual foi essa falta?” “Ter me deixado apanhar...”

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