Cai aqui, cai acolá,
Um pobre chuva, coitado,
Num frade de pedra — bá!
Quase fica espedaçado.
Sobe-lhe o sangue a cabeça,
Saca o estoque, incontinente,
E contra o frade começa
A brandi-lo, impenitente.
Oh! que tremenda batalha!
— “Como este ladrão é duro!
Deve ter cota de malha...
É por isso que o não furo...
E investe, e bate, e se arrisca
Com tamanha valentia,
Que até salta uma faísca
Da pedra que ele agredia.
Então, sem perder a linha,
Calma-se o bêbedo, e, logo,
Mete o estoque na bainha:
— “O cão traz arma de fogo.”