Saiu de casa pimpão
Seu Anacleto Possolo,
Com uma garrafa na mão;
E levava a tiracolo
O famoso violão.
Saiu no belo descante,
E deveras que era belo.
Ia alegre, ia chibante
Ouvir missa no Castelo,
Que lá estava a sua amante.
Entrou na venda da esquina,
Temperou a voz no gole,
Gingou a canela fina,
E já vai de passo mole,
Já não canta: desafina.
E tais cousas berra tolo,
Que lhe aparece uma troça;
Num ápice arma-se um rolo,
Ferve o pau, a cousa engrossa,
Vão presos todos num bolo.
Só hoje acabou a festa.
Anacleto está de molho;
Livre um só braço lhe resta,
Trouxe de menos um olho,
E um galo de mais... na testa.