Lili, ura anjo, um alfenim,
Veio à luz no mês das flores,
Mas quem moça viu assim,
Com tantos adoradores?
Todos a querem; mas todos
Um mês depois vão embora;
Todos louvam os seus modos,
Porém, casar... Passa fora!
E ela cada vez parece
Que fica mais vaporosa;
Come, diz quem a conhece,
Apenas folhas de rosa...
Porém Lili de repente,
Não engorda; mas o facto,
É que avoluma na frente
E atrás fica como um prato.
Vem o doutor: — “Doutor, diga!
Que tem ela?” — “Sente dores?”
— “Não!” — “Então, a rapariga...
Tem muitos engrossadores...”