Tendo o marido doente,
A Maroca dos Apitos
Com o Bom Jesus dos Aflitos
Pegou-se, chorosa e crente.
Foi uma novena cheia,
Que, ao terminar, deixou pena;
Tinha musica a novena
E, depois de tudo, ceia.
Era toda casa incenso;
A capela sempre acesa.
Nunca se viu tanta reza,
Nem amor tão forte, eu penso.
Mas, contudo foi pior...
O marido da Maroca,
Em meio da festa, espoca,
E lá vai para melhor.
E a mulher, que o pranto cede
Aos outros, dizia aos gritos:
— “Meu Bom Jesus dos Aflitos
Fazes mais do que se pede.”