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1867–1909

DOR DE VIÚVA

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Tendo o marido doente, A Maroca dos Apitos Com o Bom Jesus dos Aflitos Pegou-se, chorosa e crente.

Foi uma novena cheia, Que, ao terminar, deixou pena; Tinha musica a novena E, depois de tudo, ceia.

Era toda casa incenso; A capela sempre acesa. Nunca se viu tanta reza, Nem amor tão forte, eu penso.

Mas, contudo foi pior... O marido da Maroca, Em meio da festa, espoca, E lá vai para melhor.

E a mulher, que o pranto cede Aos outros, dizia aos gritos: — “Meu Bom Jesus dos Aflitos Fazes mais do que se pede.”

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