Foi nas últimas touradas...
A postos os amadores;
De senhoras e senhores
Cheias as arquibancadas...
Num camarote ele e ela
Aplaudem. Um grito rouco
Se escuta: foi o Tinoco
Que quebrou uma costela!
Que sustos! que reboliço!
Ela espauta-se. Ele, sério,
Murmura com ar funéreo:
“Eu esperava por isso!
O touro é bicho bondoso...
Mas basta que alguém o irrite!
Passado certo limite,
Ei-lo medonho e furioso...”
E ela sorrindo, brejeira,
Diz-lhe, pálida, ao ouvido:
“Não duvido! não duvido!
Você falia de cadeira...”