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1867–1909

DE CADEIRA

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Foi nas últimas touradas... A postos os amadores; De senhoras e senhores Cheias as arquibancadas...

Num camarote ele e ela Aplaudem. Um grito rouco Se escuta: foi o Tinoco Que quebrou uma costela!

Que sustos! que reboliço! Ela espauta-se. Ele, sério, Murmura com ar funéreo: “Eu esperava por isso!

O touro é bicho bondoso... Mas basta que alguém o irrite! Passado certo limite, Ei-lo medonho e furioso...”

E ela sorrindo, brejeira, Diz-lhe, pálida, ao ouvido: “Não duvido! não duvido! Você falia de cadeira...”

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DE CADEIRA · Sebastião Cícero dos Guimarães Passos · Poetry Cove