Depois da festa acabada,
Depois da noiva em menores,
Entrou para a alcova o Flores,
Mais mole do que uma empada.
No chambre traz uma caixa
Pesadinha de bijoux:
E, tomando o braço nu
Da noiva, diz-lhe em voz baixa:
“Para aqui esta pulseira!
Para o teu dedo, isto aqui...
— Que belo anel!” E Lili
Espera a joia terceira,
Que não demora em verdade.
Pescoço, braços, orelha,
Dedos, tudo nela espelha...
Porém à morosidade
Do Flores, que fica a olhar,
Diz ela, em tom compungido
“Eu quero ver, meu marido,
Cada cousa em seu lugar!”