Skip to content
1867–1909

CONTO

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Joaquina, já moribunda, Jaz, ameaçada de morte: Ardendo em febre profunda, Não há vinho que a conforte.

Chega o padre: “Filha minha! Para a Graça merecer, Vá rezando a ladainha... Começa a se arrepender?”

“De que, padre?” — “Dos pecados. Entregue à ira divina Todos os seus namorados!” Triste, suspira a Joaquina:

“Ai! padre! não fale à toa... Não aumente a minha dor! Há de agora uma pessoa Amaldiçoar o amor?”

“Por certo! No último dia, Lembre-se... O diabo, se a pilha... Amor é patifaria, Filha! arrependa-se, filha!”

“A i! padre! por que é malvado?! Quero morrer no meu tom... Venha cá! se isto é pecado, Que importa? ao menos é bom!”

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
CONTO · Sebastião Cícero dos Guimarães Passos · Poetry Cove