Joaquina, já moribunda,
Jaz, ameaçada de morte:
Ardendo em febre profunda,
Não há vinho que a conforte.
Chega o padre: “Filha minha!
Para a Graça merecer,
Vá rezando a ladainha...
Começa a se arrepender?”
“De que, padre?” — “Dos pecados.
Entregue à ira divina
Todos os seus namorados!”
Triste, suspira a Joaquina:
“Ai! padre! não fale à toa...
Não aumente a minha dor!
Há de agora uma pessoa
Amaldiçoar o amor?”
“Por certo! No último dia,
Lembre-se... O diabo, se a pilha...
Amor é patifaria,
Filha! arrependa-se, filha!”
“A i! padre! por que é malvado?!
Quero morrer no meu tom...
Venha cá! se isto é pecado,
Que importa? ao menos é bom!”