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1867–1909

CONTO

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Clarinha, à mamãe, chorosa, Conta o que lhe aconteceu: “Eu ia silenciosa... Um homem me apareceu...

Estava deserta a estrada, E não passava ninguém... Parei, pálida e assustada: Ele parara também...

Houve um silencio de morte, Um espanto entre nós dois... Depois... como ele era forte... E eu era fraca... depois...”

“Clara! você me consome! (Brada a velha com furor) Declare-me já o nome, O nome do sedutor!”

“Não sei...” E, no seu desgosto, Na sua atrapalhação, Chora... “Porém, viu-lhe o rosto? Viu o rosto do vilão?”

“Não vi! tudo estava escuro... Escuro... não vi!... não sei! E demais, n’aquele apuro, Não foi p’ra o rosto que olhei...”

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CONTO · Sebastião Cícero dos Guimarães Passos · Poetry Cove