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1867–1909

CONSCIÊNCIA

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

O nosso amigo Mateus Um dia se decidiu, A roupa de ver a Deus Escovou, pô-la e saiu.

Era demais! Quem atura Tal desmoralização? Não era tão caradura, (E o homem tinha razão).

“Aqui estou, senhor juiz, Eu sou casado com um raio. Eu pago o mal que não fiz. Casado d’aqui não saio.”

O juiz Mateus encara, E o acha um homem de truz, Não se lhe via na cara Que carregava uma cruz.

“Porém que provas alega Para o divórcio? A razão?...” O Mateus as mãos esfrega E diz, com a cara no chão:

“Quer melhor? Essa senhora, Por quem agora me humilho, Seu juiz, bota pr’a fora Todos os anos um filho.”

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