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1867–1909

AMICUS CERTUS

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

O José como caixeiro, Era o que se diz— um alho; Muito amigo do dinheiro, Muito amigo do trabalho.

Com economiazinhas Trazia ao dedo um farol, Dormia com as galinhas, Acordava antes do sol.

Chamou-o um dia o patrão: — “Seu José, você merece, Pela sua correção, Particular interesse.

Vou lhe dar, repare bem, A minha melhor partilha: É sócio deste armazém E é noivo de minha filha.”

Salta o José de contente, Não cabe em si o José, Ri-se, chora, vai p’ra frente, Volta, gira num só pé...

— “Mas, escute, ela é bonita, E’ rica, amada dos pais, Mas, José, cousa esquisita... Só aquilo... não tem mais.”

O José se desvanece, E diz com ar bonachão: — “Oh! por quem é, meu patrão Ainda que ela tivesse...”

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