Skip to content
1867–1909

A ELEIÇÃO

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

José, natural das Ilhas, Que fala cerrado e grosso, Disse anteontem para as filhas: “Votem-me o diavo do almoço!

“Beijam se andam mais depressa! “Bamos! preciso cumer, “Porque a eleição já cumeça; “Quero cumprir meu deber!”

A amasia dele, mulata, Acode: “Que é, seu Zezinho? “Jesus! este home me mata... “Porque é que sai tão cedinho?!”

E o Zé, palpando a barriga: “Tenho pressa d’almuçar! “Saiva bocê, rapariga, “Que o seu home bai botar!”

E ela: “Você botar? iche!... “Seu Zezinho, tome nota! “Não caia n’algum espiche: “Há tanto tempo não bota!...”

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.