José, natural das Ilhas,
Que fala cerrado e grosso,
Disse anteontem para as filhas:
“Votem-me o diavo do almoço!
“Beijam se andam mais depressa!
“Bamos! preciso cumer,
“Porque a eleição já cumeça;
“Quero cumprir meu deber!”
A amasia dele, mulata,
Acode: “Que é, seu Zezinho?
“Jesus! este home me mata...
“Porque é que sai tão cedinho?!”
E o Zé, palpando a barriga:
“Tenho pressa d’almuçar!
“Saiva bocê, rapariga,
“Que o seu home bai botar!”
E ela: “Você botar? iche!...
“Seu Zezinho, tome nota!
“Não caia n’algum espiche:
“Há tanto tempo não bota!...”