Doente a Rita Pascoala,
De febre perniciosa,
Manda o doutor sujeitá-la
A dieta rigorosa:
“Não me coma carne assada,
Nem frangos de cabidela!
Tome caldos e mais nada!
Não coma frutas! cautela!”
Piora a Rita, piora,
E o doutor a desengana...
E chora a doente, chora,
Diz que quer comer banana...
O marido não resiste,
E ao capricho se sujeita:
“Se tem de morrer a triste,
Morra ao menos satisfeita...”
Milagre! Salva-se a Rita!
Contra a febre e a morte luta,
E engorda, e fica bonita,
E vive, — graças à fruta!
E, agora a fruta abençoa,
E afirma constantemente,
Que uma cousa, quando é boa,
Só pode dar vida à gente...