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1867–1909

A BORDO

Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Foi um dia um grande vaso Que num bom dia partiu, E lá foi lampeiro; e o caso É que ninguém mais o viu.

Não receia o irado oceano, Não receia o vento: o mar Trata-o bem: ele abre o pano Sempre, sempre a navegar.

Doce é o céu à noite; ao dia Brando é o vento, doce é o céu... Parecia, parecia Que todo o mundo era seu.

Eis em uma pedra — bumba! Bate o casco... que foi? Mau!... E em todo o vaso retumba Esta voz: — “foi num calhau!

Comandante! comandante! Calma, vamos, toca, atrás! E ninguém vai p’ra adiante, E ninguém sabe o que faz.

E o marujo: — “Que me parta Um raio, se um dia eu vi Esta pedra aqui na carta!” — Pudera! Se ela está aqui!...”

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