Fiei-me nas promessas que afetavas,
Nas lágrimas Ungidas que vertias,
Nas ternas expressões que me fazias.
Nessas mãos com que as minhas apertavas.
Talvez, cruel, que quando as amimavas,
Que eram d’outrem na ideia fingirias,
E que os olhos banhados mostrarias
De pranto, que por outrem derramavas.
Mas eu sou tal, ingrata, que inda vendo
Os meus tristes amores mal seguros.
De amar-te nunca nunca me arrependo.
Ainda adoro os olhos teus perjuros.
Ainda amo a quem me mata, ainda acendo
Em aras falsas holocaustos puros.