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1740–1811

FOGUEIRA DE AMOR

Nicolau Tolentino de Almeida

Fiei-me nas promessas que afetavas, Nas lágrimas Ungidas que vertias, Nas ternas expressões que me fazias. Nessas mãos com que as minhas apertavas.

Talvez, cruel, que quando as amimavas, Que eram d’outrem na ideia fingirias, E que os olhos banhados mostrarias De pranto, que por outrem derramavas.

Mas eu sou tal, ingrata, que inda vendo Os meus tristes amores mal seguros. De amar-te nunca nunca me arrependo. Ainda adoro os olhos teus perjuros.

Ainda amo a quem me mata, ainda acendo Em aras falsas holocaustos puros.

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