As pistolas, senhor, deitando fora,
E d’esta vez sem verdais ao lado.
O manso Ferrabraz ajoelhado
A mão vos beija austera e benfeitora:
Contrafazendo cara de quem chora,
As culpas atribui a inveja e ao fado;
E por doutas algemas ensinado,
De sei um santo faz tenção por ora.
Não fico pelo novo penitente:
Só sei que a mão, que os ferros lhe rompera.
A mim preso me deixa eternamente;
E à vossa porta o vulto seu quisera,
Qual do sobrinho meu, deixar pendente;
Mas homem tal, quem o fara de cera?