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1740–1811

DESCRIÇÃO DE BADAJOZ

Nicolau Tolentino de Almeida

Passei o rio, que tornou atrás, Se acaso é certo o que Camões nos diz, Em cuja ponte um bando de aguazis Registram tudo quanto a gente trás.

Segue-se um largo, em frente d’ele jaz Longa fileira de baiúcas vis: Cigarro aceso, fumo no nariz, E como a companhia ali se faz.

A cidade por dentro é fraca rés. As moças põem mantilhas, e andam sós, Tem boa cara; mas não tem bons pés. Isto, coifas de prata, e de retroz,

E a cada canto um sórdido marquês, Foi tudo quanto vi em Badajoz.

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