Passei o rio, que tornou atrás,
Se acaso é certo o que Camões nos diz,
Em cuja ponte um bando de aguazis
Registram tudo quanto a gente trás.
Segue-se um largo, em frente d’ele jaz
Longa fileira de baiúcas vis:
Cigarro aceso, fumo no nariz,
E como a companhia ali se faz.
A cidade por dentro é fraca rés.
As moças põem mantilhas, e andam sós,
Tem boa cara; mas não tem bons pés.
Isto, coifas de prata, e de retroz,
E a cada canto um sórdido marquês,
Foi tudo quanto vi em Badajoz.