Enquanto, ó bom Noronha, as brancas velas
Vás felizmente aos ventos desfraldando,
Sobre as águas te vão acompanhando
Filhas do Tejo as cândidas donzelas:
Largando de oiro fino as ricas telas,
Vão diante da proa o mar cortando;
No lume d’água aos ares ondeando
Sobre os ombros de neve as tranças belas:
Cos tristes olhos cá de longe as sigo:
Sem mim, senhor, aos ventos te abalanças?
Não foi assim em tempo mais antigo;
Mas em vão foges nessas ondas mansas,
Que através d’elas hão de ir contigo
O meu desejo, e as minhas esperanças.