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1740–1811

AO MESMO

Nicolau Tolentino de Almeida

Enquanto, ó bom Noronha, as brancas velas Vás felizmente aos ventos desfraldando, Sobre as águas te vão acompanhando Filhas do Tejo as cândidas donzelas:

Largando de oiro fino as ricas telas, Vão diante da proa o mar cortando; No lume d’água aos ares ondeando Sobre os ombros de neve as tranças belas:

Cos tristes olhos cá de longe as sigo: Sem mim, senhor, aos ventos te abalanças? Não foi assim em tempo mais antigo; Mas em vão foges nessas ondas mansas,

Que através d’elas hão de ir contigo O meu desejo, e as minhas esperanças.

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