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1740–1811

AO MARQUÊS DE ANGEJA

Nicolau Tolentino de Almeida

Treze invernos, senhor, tenho contado Depois que o fado meu, triste e mesquinho, Sobre alto assento de lavrado pinho, Me faz ser de crianças escutado:

Meti à força este rebelde gado Dos amenos estudos no caminho; E alçando um velho, crespo pergaminho, Por ele sãs doutrinas lhe hei ditado:

Entre mira, e esta brava gente moça, É já tempo, senhor, de assentar pazes; Porém, sem vós, receio que não possa: Interponde palavras eficazes;

E fazei com que eu dê, por mercê vossa, Sueto para sempre aos meus rapazes.

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