De infaustos parolins nunca vencidos,
Mil vezes levantei jogo brilhante;
Perdia-os todos, e no mesmo instante
Iam ao chão, sem ninguém ver mordidos.
Alvejando entre os lúgubres vestidos
A ninfa tutelar se pôs diante;
Na doce voz, no angélico semblante,
Vi logo os circunstantes embebidos:
Indo lavrando o rígido banqueiro
De marcas numerosa quantidade,
Ouvi, que me dizia um companheiro:
“Não choremos a nossa adversidade;
Porque aonde perdemos o dinheiro.
Perderá muita gente a liberdade.”