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1740–1811

AO JOGO DA BANCA

Nicolau Tolentino de Almeida

De infaustos parolins nunca vencidos, Mil vezes levantei jogo brilhante; Perdia-os todos, e no mesmo instante Iam ao chão, sem ninguém ver mordidos.

Alvejando entre os lúgubres vestidos A ninfa tutelar se pôs diante; Na doce voz, no angélico semblante, Vi logo os circunstantes embebidos:

Indo lavrando o rígido banqueiro De marcas numerosa quantidade, Ouvi, que me dizia um companheiro: “Não choremos a nossa adversidade;

Porque aonde perdemos o dinheiro. Perderá muita gente a liberdade.”

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