Que sege, senhor conde? eu fiz um voto
De andar antes por mar, e mar com moiros;
É triste habitação dos maus agoiros,
É um resto infeliz do terremoto:
De astuta palmatória e bico ignoto,
Em vão fura do macho os surdos coiros;
Em vão fulmina rígidos estoiros
Do bêbedo arreeiro o braço roto;
A parda caixa é documento antigo;
É prova de que os anos gastadores
De cada ponto fazem um postigo;
É sege tal, que em nada poupa dores;
Por mais que a feche, lá vão ter comigo
As injúrias do tempo, e as dos credores.