Skip to content
1740–1811

A UMA SEGE DE ALUGUER

Nicolau Tolentino de Almeida

Que sege, senhor conde? eu fiz um voto De andar antes por mar, e mar com moiros; É triste habitação dos maus agoiros, É um resto infeliz do terremoto:

De astuta palmatória e bico ignoto, Em vão fura do macho os surdos coiros; Em vão fulmina rígidos estoiros Do bêbedo arreeiro o braço roto;

A parda caixa é documento antigo; É prova de que os anos gastadores De cada ponto fazem um postigo; É sege tal, que em nada poupa dores;

Por mais que a feche, lá vão ter comigo As injúrias do tempo, e as dos credores.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.