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1740–1811

A SUA ALTEZA V

Nicolau Tolentino de Almeida

Tornai, tornai, senhor, ao Tejo undoso, Vinde honrar-lhe outra vez a clara enchente, E deixai que ajoelhe entre a mais gente Um protegido humilde e respeitoso.

Não leva a vossos pés rogo teimoso De importuno cansado pretendente; Vem beijar-vos a mão humildemente, A mão augusta que o fará ditoso.

Pois foi por vós benignamente ouvido, Não vai fazer em pretensões estudo, Vai só mostrar-vos que é agradecido. Ante vós ajoelha humilde e mudo:

Mostrai-lhe que inda é vosso protegido; Que, se isto lhe ficou, ficou-lhe tudo.

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