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1740–1811

A MULHER QUE ... O MARIDO

Nicolau Tolentino de Almeida

Mulher do capelista, acaba a empresa, Que o mundo sem razão chamou tirana; Vai açoitando esse infeliz banana, Nódoa do sexo, horror da natureza:

A vil rapaziada portuguesa Com falsa cantilena o povo engana; Nem coifas inventaste à castelhana, Nem as vastas fivelas à maltesa;

De mais alta invenção é bem te prezes; Legislando melhor que Tilo, ou Numa, Emendaste uma lei dos portugueses: Não padece isto duvida nenhuma;

A lei açoita a quem casar duas vezes; Tu mostras que contigo basta uma.

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