Skip to content
1740–1811

A ARTE DA RETÓRICA

Nicolau Tolentino de Almeida

Arte infeliz, retórica chamada, Ensino as tuas leis, mas não as creio Ou nunca ergueste fogo em peito alheio, Ou tu já hoje estás degenerada:

Da conjunção dos tempos ajudada, Teu vão poder só dos acasos veio; Na demanda fatal que em ti pleiteio, Cícero mesmo não vencera nada.

Quero supor que a minha causa toma; Veria então que a força dos destinos Com força de palavras não se doma; E a língua, que abrandou peitos ferinos,

Que os povos atraiu, que salvou Roma, Me deixaria mestre de meninos.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.