Tu, sim; foste fiel ao voto de humildade
Prestado ante o altar, na paz das orações;
Regaste com escrup’lo a flor da castidade,
Alma cheia de crença e nua de paixões.
Mas, como em toda parte há sombra e claridade,
Também nos dias teus encontram-se borrões:
Atiraste a Voltaire — Apóstolo da Verdade —
Marmontel e Rousseau, rijas excomunhões.
Eras Papa, bem sei, deveras ser tirano;
Quem aceita a Tiara e sobe ao Vaticano,
Tem de ser, como os reis, despótico e cruel...
Mas que morte fatal te estava reservada!
Quando irias pensar que a aqueta era injetada
No fruto, aos mais tão doce... e para ti de fel!?...