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1857–1926

Vivandeiras III

Múcio Scevola Lopes Teixeira

Donde saímos nós?... Da sombra do mistério... Aonde vamos? não sei: a cruz do cemitério Pode ser uma porta aberta à eterna vida, Mas pode ser também uma barreira erguida

Entre a luz e a treva!... Assim, a humanidade Caminha, sem saber para onde vai... Quem há de

No Oceano fatal das dúvidas eternas A sonda mergulhar?... As bocas das cavernas, Os olhos dos leões, o ventre dos abismos,

Têm ímãs, atrações, fluídos, magnetismos... As ruínas ao luar e o interior dos templos Produzem impressões mais fortes que os exemplos Das severas lições!...

Em vão nós procuramos Saber quem foi que deu às árvores os ramos, Canto ao pássaro, aroma à flor, espuma à vaga... A flama da razão bruxuleia e se apaga

Em plena escuridão! Por essa noite escura Passam as gerações do berço à sepultura.

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