Ó Mães! da Mãe de Deus vós despertais lembranças,
N’essa augusta missão — tão cheia de poesia;
Quando embalais ao colo as tímidas crianças,
Eu penso ver Jesus — nos braços de Maria!
Vós sois uns anjos bons! de amor e de piedade
Tendes um ninho em flor nos seios virtuosos;
— Nos filhos refletis a vossa f’licidade,
Como em límpido espelho os corpos luminosos.
Vós sois a inspiração primeira dos poetas,
Vós sois o pensamento extremo dos doentes...
Quem antes osculou a fronte dos profetas,
Vindo a cerrar mais tarde os olhos dos videntes?...
Ó Mães! de minha Mãe vós me trazeis lembranças...
Encheis-me de saudade!... Eu amo-vos por isto.
Quando embalais, cantando, aos seios as crianças,
Eu sonho ver Maria acalentando o Cristo!...
Meu Deus! não sei dizer o que há de mais ungido
De bálsamos do céu, se há mais sublime cousa
Que a Mãe que embala ao berço o filho adormecido,
Ou se o filho que reza ante a materna lousa!...