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1857–1926

Sonâmbulas XII – As mães

Múcio Scevola Lopes Teixeira

Ó Mães! da Mãe de Deus vós despertais lembranças, N’essa augusta missão — tão cheia de poesia; Quando embalais ao colo as tímidas crianças, Eu penso ver Jesus — nos braços de Maria!

Vós sois uns anjos bons! de amor e de piedade Tendes um ninho em flor nos seios virtuosos; — Nos filhos refletis a vossa f’licidade, Como em límpido espelho os corpos luminosos.

Vós sois a inspiração primeira dos poetas, Vós sois o pensamento extremo dos doentes... Quem antes osculou a fronte dos profetas, Vindo a cerrar mais tarde os olhos dos videntes?...

Ó Mães! de minha Mãe vós me trazeis lembranças... Encheis-me de saudade!... Eu amo-vos por isto. Quando embalais, cantando, aos seios as crianças, Eu sonho ver Maria acalentando o Cristo!...

Meu Deus! não sei dizer o que há de mais ungido De bálsamos do céu, se há mais sublime cousa Que a Mãe que embala ao berço o filho adormecido, Ou se o filho que reza ante a materna lousa!...

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