Skip to content
1857–1926

Páginas de Boêmia – XI No cáucaso

Múcio Scevola Lopes Teixeira

Assim como o cascalho em vão tenta ocultar-se Na transparência azul dos lagos silenciosos, Os pensamentos meus, os grandes criminosos, Que riem-se a chorar... e vivem a matar-se!...

Procuram no meu crânio embalde concentrar-se, Voam aos seios teus, trementes, voluptuosos... E quais feras, rugindo em antros pavorosos, Que a vítima aguardando espreitam-na em disfarce;

Contemplam-te da treva e na mudez te falam... E como os vagalhões que no rochedo estalam, Atiram-se a teus pés... volvem ao peito meu! Seduzes como um crime e atrais como um abismo...

Teus olhos, sóis — girando em céu de magnetismo, São abutres sensuais... e eu — um Prometeu!...

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.