O luar merencório do deserto
Prateia o espaço, as vagas, as espumas....
Crivado de astros, com ligeiras brumas,
O vasto azul parece um céu aberto!...
As ondas se aglomeram, vêm algumas
Contra o vapor, que oscila, morrem perto...
Sobre a mesa da câmara, entreaberto,
Jaz um romance de Alexandre Dumas.
A custo, os passageiros, enjoados,
Os beliches procuram; apressados
Andam d’aqui p’ra ali os marinheiros...
E o Romeu, já sem ver a Julieta,
Passa o lenço nos vidros da luneta,
Respingado dos salsos aguaceiros.