Uma vez... que meu crânio a febre atordoava
E uma tristeza atroz o peito me oprimia...
Lembrei-me de cismar no cemitério: ao dia
O rubro sol poente o morno adeus mandava.
A extrema luz do ocaso inda bruxuleava
Na superfície azul da Ocidental baía;
— Aclarando o perfil da escura serrania,
A Lua, vagarosa e pálida, assomava.
Entrei, sombrio e só, na habitação dos mortos,
Onde os nautas do nada, a demandar os portos
Da eternidade, o Céu... afundam-se no chão!
E vi os bons e os maus dormindo todos juntos...
— Quem pode distinguir nos ossos dos defuntos
A Virtude do Vício?... É tudo — podridão!...