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1857–1926

Páginas de Boêmia – III

Múcio Scevola Lopes Teixeira

Uma vez... que meu crânio a febre atordoava E uma tristeza atroz o peito me oprimia... Lembrei-me de cismar no cemitério: ao dia O rubro sol poente o morno adeus mandava.

A extrema luz do ocaso inda bruxuleava Na superfície azul da Ocidental baía; — Aclarando o perfil da escura serrania, A Lua, vagarosa e pálida, assomava.

Entrei, sombrio e só, na habitação dos mortos, Onde os nautas do nada, a demandar os portos Da eternidade, o Céu... afundam-se no chão! E vi os bons e os maus dormindo todos juntos...

— Quem pode distinguir nos ossos dos defuntos A Virtude do Vício?... É tudo — podridão!...

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