Dizendo que a costura não dá nada,
Que não sabe servir quem foi senhora,
A impulsos da paixão fornicadora
Sobe d’alcoviteira a moça a escada:
Seus desejos lhe pinta a malfadada,
E a tabaquenta velha sedutora
Diz-lhe: “Veio, menina, em bela hora,
Que essas, que aí tenho, já não ganham nada:”
Matricula-se aqui a tal pateta,
Em punhetas e fodas se indústria,
Em quanto a mestra lhe não rifa a greta:
Chega, por fim, o fornicário dia;
E em pouco a menina de muleta
Passeia do hospital na enfermaria.