Uma noute o Scopezzi mui contente
(Depois de borrifar a sacra espada
Que traz da rubra fita pendurada
Com cuspo, e vinho, que vomita quente:)
Conversava co’a esposa em voz tremente
Sobre a grande ventura inesperada
De ser a sua Plácida adorada
Por um Marquês tão rico, e tão potente;
A velha lhe replica: “Isso é verdade;
Em quanto moça for, nunca o dinheiro
Faltará n’esta casa em quantidade.
“Mas tu sempre és o tafulão primeiro;
Pois tendo cabrão sido n’outra idade,
És agora o maior alcoviteiro!”