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1765–1805

XLVIII

Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Quando no estado natural vivia Metida pelo mato a espécie humana, Ai da gentil menina desumana, Que à força a greta virginal abria!

Entrou o estado social um dia; Manda a lei que o irmão não foda a mana, É crime até chuchar uma sacana, E pesa a excomunhão na sodomia:

Quanto, lascivos cães, sois mais ditosos! Se na igreja gostais de uma cachorra, Lá mesmo, ante o altar, fodeis gostosos: Em quanto a linda moça, feita zorra,

Voltando a custo os olhos voluptuosos, Põe no altar a vista, a ideia em porra.

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