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1765–1805

XLIII

Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Dormia a sono solto a minha amada, Quando eu pé ante pé no quarto entrava; E ao ver a linda moça, que arreitava, Sinto a porra de gosto alvoroçada:

Ora do rosto seu vejo a nevada Pudibunda bochecha, que encantava; Outrora nas maminhas demorava Sôfrega, ardente vista embasbacada:

Porém vendo sair d’entre o vestido Um lascivo pezinho torneado, Bispo-lhe as pernas, e fiquei perdido: Vai senão quando, o meu caralho amado

Bem como Enéas acordava Dido, Salta-lhe ao pelo, por seguir seu fado.

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