Seus cristalinos, deleitosos braços,
Sempre abertos estão, não para amantes,
Mas para aqueles só, que, nada escassos,
Cofres lhe atulham de metais brilhantes;
As níveas plantas, quando move os passos,
Vão pisando os tesões dos circunstantes;
E quando em ledo som de amores canta,
Faz-lhe a porra o compasso co’a garganta.