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1765–1805

II

Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Lá quando em mim perder a humanidade Mais um d’aqueles, que não fazem falta, Verbi-gratia — o teólogo, o peralta, Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade, Que engrole sub-venites em voz alta; Pingados gatarrões, gente de malta, Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa Sepulcro me cavar em ermo Outeiro, Lavre-me este epitáfio mão piedosa: “Aqui dorme Bocage, o putanheiro:

Passou vida folgada, e milagrosa; Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.”

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