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1841–1875

XVI

Luís Nicolau Fagundes Varela

Mas, o que são lauréis, coroas, palmas, Triunfos, glórias, ovações mundanas, Flores que mata o hálito da inveja, Vítreas, brilhantes concreções das grutas,

Que, ao rugir do trovão, estalam, partem-se, Em mil pedaços caem! Que são elas Aos olhos do Senhor?... Que pensamento Anima o rei do pó, quando se esbofa

Em louvores prolixos, vãos discursos, E tenta insano com palavras frouxas Celebrar de seu Deus a Onipotência?... Evitando os aplausos e os encômios

Das turbas sequiosas de prodígios, Todo entregue à missão que o trouxe à terra, Afasta-se Jesus, busca repouso Na pobre habitação de amigos pobres.

Não o deixa, porém, o lhano povo, Segue-o, entra açodado, a casa ocupa, Traz seus enfermos, pede-lhe conselhos, A verdade lhe pede, e a luz celeste

Que ilumina o caminho do futuro.

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