Mas, o que são lauréis, coroas, palmas,
Triunfos, glórias, ovações mundanas,
Flores que mata o hálito da inveja,
Vítreas, brilhantes concreções das grutas,
Que, ao rugir do trovão, estalam, partem-se,
Em mil pedaços caem! Que são elas
Aos olhos do Senhor?... Que pensamento
Anima o rei do pó, quando se esbofa
Em louvores prolixos, vãos discursos,
E tenta insano com palavras frouxas
Celebrar de seu Deus a Onipotência?...
Evitando os aplausos e os encômios
Das turbas sequiosas de prodígios,
Todo entregue à missão que o trouxe à terra,
Afasta-se Jesus, busca repouso
Na pobre habitação de amigos pobres.
Não o deixa, porém, o lhano povo,
Segue-o, entra açodado, a casa ocupa,
Traz seus enfermos, pede-lhe conselhos,
A verdade lhe pede, e a luz celeste
Que ilumina o caminho do futuro.