Mas o clarão da aurora inunda o espaço;
Apagam-se as estrelas, as neblinas
Deixando os altos montes, se desdobram
Em véus ligeiros pelos fundos vales;
Cantam os passarinhos, desabrocham
As flores odorosas dos silvados.
Está findo o serão, cala-se o padre,
Faz o sinal da cruz e se ajoelha.
Prostra-se o povo humilde, e repetindo
As palavras do mestre, pronunciam
As santas orações da madrugada.
— Ide em paz, meus irmãos, Deus vos conduza,
— Fala; depois se erguendo: — ide tranquilos;
No próximo domingo vos espero
Para seguir do Salvador a história.
A bênção do Senhor vos acompanhe.
— Um momento depois, sozinho e mudo
Retira-se ao modesto santuário.