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1841–1875

XV

Luís Nicolau Fagundes Varela

Mas o clarão da aurora inunda o espaço; Apagam-se as estrelas, as neblinas Deixando os altos montes, se desdobram Em véus ligeiros pelos fundos vales;

Cantam os passarinhos, desabrocham As flores odorosas dos silvados. Está findo o serão, cala-se o padre, Faz o sinal da cruz e se ajoelha.

Prostra-se o povo humilde, e repetindo As palavras do mestre, pronunciam As santas orações da madrugada. — Ide em paz, meus irmãos, Deus vos conduza,

— Fala; depois se erguendo: — ide tranquilos; No próximo domingo vos espero Para seguir do Salvador a história. A bênção do Senhor vos acompanhe.

— Um momento depois, sozinho e mudo Retira-se ao modesto santuário.

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