Já tremenda sentença, e a derradeira,
Ia lavrar o Eterno. Sobre o globo
Em vez da imensa lágrima d’outrora,
Imenso olhar fitou!... Raio seria
Que a terra fulminara, se, pousando,
Depois de atravessar os mundos todos,
Dos continentes na mais pobre nesga,
Não caísse bondoso e compassivo
No casto seio de formosa virgem!
Olhar onipotente! Olhar bendito!
Manancial de luz, vívida e pura!
Raio da salvação, não da vingança!
Tu levaste a verdade, o verbo santo,
A invisível essência do incriado,
Às entranhas puríssimas da esposa!