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1841–1875

XV

Luís Nicolau Fagundes Varela

Já tremenda sentença, e a derradeira, Ia lavrar o Eterno. Sobre o globo Em vez da imensa lágrima d’outrora, Imenso olhar fitou!... Raio seria

Que a terra fulminara, se, pousando, Depois de atravessar os mundos todos, Dos continentes na mais pobre nesga, Não caísse bondoso e compassivo

No casto seio de formosa virgem! Olhar onipotente! Olhar bendito! Manancial de luz, vívida e pura! Raio da salvação, não da vingança!

Tu levaste a verdade, o verbo santo, A invisível essência do incriado, Às entranhas puríssimas da esposa!

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