Por decreto fatal da Onipotência
O sólio de Davi desfez-se em cinzas;
A hera fria, a vil parietária,
Estenderam-se então nos velhos muros,
Onde o veludo e a seda, recamados
De ouro e pedrarias, encantavam
Os olhos do estrangeiro! As vastas praças
Tornaram-se ervaçais, e as belas fontes,
Onde ao sol posto a filha do operário
Ia o cântaro encher, onde os mancebos
As noivas escolhiam, correm turvas
Em turvo leito de sombrio lodo!
Assim estava escrito! — Roma! Roma!
Foste fiel verdugo! Executaste
Horrivelmente bem o mando eterno!
Só tu, pátria cruel das Messalinas,
Dos Neros e Tibérios, tu somente,
Tão nefário papel representaras!
Tu corrompida até vender teus filhos!