Como a sedosa flor dos verdes campos,
Que pendente da haste, em áureos fios,
Flutua ao bafejar das auras mansas,
Esperando o clarão do sol brilhante
Para deixar o plácido envoltório,
E voar pelo espaço em soltos flocos,
Ou, semelhante à nítida crisálida
Que a luz faz rebentar: a pura essência
Da mais pura das filhas das florestas
Parecia esperar o alvor da aurora
Para subir ao seio do infinito,
Como o perfume de um formoso lírio,
Como um eflúvio dos serenos prados,
Como a canção de um pássaro mimoso,
O voo de uma abelha, o alegre riso
De uma loira criança que desperta....
Raiou a madrugada. O santo mestre
Tomou a mão da cândida donzela,
A mão era gelada. A alma divina
Tinha voado aos pés do Onipotente!