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1841–1875

XII

Luís Nicolau Fagundes Varela

Nas horas melancólicas da tarde, Quando se esconde o sol entre as montanhas, E a luz crepuscular povoa os vales De tristezas, de amores, de saudades,

Um dia vagueando pensativo À verde margem de sereno lago, Vê sobre a areia dois batéis vazios, E a pouco espaço sobre escuras rochas,

Tisnados e grosseiros pescadores Lavando as finas redes. Ao mais velho, Da Galileia habitador antigo, Dirige-se Jesus: — Simão, que fazes?

Puxa ao lago o teu barco e lança as redes, Quero te ver pescar. — Mestre, responde Tristemente Simão, a noite inteira Eu ontem trabalhei, e hoje, debalde,

Nem um peixinho achei; porém, tu mandas, Cumpre-me obedecer. Ajunta as redes, Chama os sócios e desce, o lenho impele, Toma o Senhor consigo e faz-se ao largo.

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