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1841–1875

XII

Luís Nicolau Fagundes Varela

Silêncio, Musa! Um grito angustioso, Um grito de suprema despedida, Neste lugar da narração divina Interrompeu a voz do missionário.

Os mancebos ergueram-se de um salto, Os anciãos olharam-se aterrados. Quem deste modo os corações abala? Quem brada assim? Correi, homens das selvas,

Naída, a virgem dos sertões, expira! — Oh minha filha! Oh minha pobre filha!... Esta viva expressão da dor materna Vibrou na alma do mestre, como o fogo

De elétrica centelha. — Quero vê-la! Quero vê-la! onde está? — diz ansioso, Volvendo à roda os lacrimosos olhos. — Aqui! — aqui, senhor! — vinde depressa,

Responde a pobre mãe banhada em pranto. Então, já piedoso sertanejo Tinha acendido um resinoso facho, E aclarava o terreno. O peito aflito,

Pálido o rosto, aproximou-se o padre Do lugar onde a moça agonizava.

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