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1841–1875

XI

Luís Nicolau Fagundes Varela

Reina fundo silêncio. Passo e passo, O homem do Evangelho se encaminha Para o meio das gentes reunidas; Qual o astro que as veigas ilumina

E faz abrir a flor, saltar o inseto, Romper-se a bela e nítida crisálida, Cantar o passarinho, e a leve corça Pular pelas campinas orvalhadas,

Assim rebenta a vida e o movimento À medida que o mestre se aproxima. Sobre grande fogueira a chama brilha, Robustas mãos arrastam duros cepos;

Outras mais frágeis pelo chão estendem Lisas, moles esteiras, ramas frescas; Ajoelham por fim, e o missionário Para a imagem de Cristo se voltando

Repete as santas orações da noite. Da noite as orações já terminadas, As gentes abençoa, e então começa Da Redenção a história sacrossanta,

Que a musa do poeta ornou de flores, Tristes flores sem viço e sem perfumes.

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